sábado, 20 de março de 2010

o quarto elemento

no quarto agora havia quatro, dos quais apenas três costumam se reunir alí. o quarto, ao se unir aos três, no quarto, parecia perdido, mas logo se encontrou ao absorver "alegria" e se recolher com o "truque", que, pela cor dos olhos, não parecia ser capaz de dominar seus instintos. pelo menos foi o que nós, a tripa (têm certeza que será isso mesmo: "tripa"?) e a trinca, achamos. logo nos perdemos.
o quarto já não era mais habitado por quatro, pois o quarto acabara de nos transformar no que éramos: a tríplice. sua partida deixou alguns de nós mais à vontade. músicas psicodélicas passavam por nossas cabeças enquanto nossas pernas tentavam fazer o trabalho de dez, seguindo as setas que vinham de todas as direções e numa velocidade que a trinca não conseguia acompanhar. pobre trinca, tão cansada, esgotada, desiludida com sua precária coordenação.
ao fim do baile frenético e do lamento da coordenação deficiente, partimos, tornando-nos então uma dupla, que ao fim duma breve ladeira tornou-se apenas um - eu - que seguiu por quilômetros remoendo os acontecimentos que agora pareciam fazer sentido.

"a tripa"

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