segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu tenho medo!

Bom, cá estou, para me defender mais uma vez (é incrível a capacidade que eu tenho em não me fazer compreender pelas pessoas e ter que sempre estar traduzindo tudo que faço. As pessoas definitivamente não me compreendem, perderam a aula fundamental de interpretação de texto, pq? pq?). Porque eu sempre me sinto na obrigação de estar sempre na defensiva? Devo ser de outro mundo, só pode. Na verdade, sou muito medrosa. Eu sou como a música de Belchior que diz assim:

Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do meu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião

Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo de Belo Horizonte
Eu tenho medo de Minas Gerais
Eu tenho medo de Natal, Vitória
Eu tenho medo Goiânia, Goiás

Eu tenho medo Salvador, Bahia
Eu tenho medo Belém do Pará
Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A

Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo

Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí


Continuando...Eu realmente acho que tudo está contra mim (não me pergunte, não saberei responder), mas desta vez eu tive razão, querida tripa. Uma vez eu te disse que pra vc entender o que se passa nas pessoas, é tentar se colocar no lugar delas. Aquilo que vc chama de 'apreensão', teve uma razão pra ser (não tão ultra-mega-power dramática como fiz, mas houve uma razão). Devo me consultar com os astros e tentar diminuir a potência? Devo, porém, tenho medo.
Durante todo o tempo, naquela quarta-feira de união de quatro corpos e quatro cérebros pensantes, digo que o meu passou boa parte observando as metralhadoras línguas afiadas, outras até destruidoras por parte de 2/3 da tríplice em cima do quarto elemento, que era obviamente um pouco mais lento que os demais para captar o que se passava, ou só eu percebia. O derramamento de dissimulação, neste dia, foi obsceno. Talvez isso, tivesse me impulsionado a tomar uma atitude ultra-mega-power dramática.
Queridíssimos amiguinhos da tríplice, tenho medo de vocês, confesso (apesar de já tê-lo feito com a musiquinha). Perto de vocês, às vezes me sinto uma bola de futebol, correndo feito louca dos pés dos sórdidos jogadores, loucos para dar-me uma chutadinha pro gol. Só que, entrou na parada o quarto elemento, fornecedor de "alegria" e com ele, a maior parte da cena. Devo confessar outra coisa, não sou boa de jogo como vocês, sou boa de correr, de me safar, de fugir (é isso que a coitada da bola tenta fazer os 90 minutos de tempo). A boba da côrte, a abestalhada diante do rei e rainha.
Chegou a hora mais feliz, a hora da comida. Trinca sempre na cozinha (tenho uma cisma que ela prefere não comer minha comida, não sei pq. O que faz muito bem!). Comemos ainda melhor que a semana passada.
Bom, o quarto elemento, ora pousa em trinca, ora pousa no truque, mas pelo menos ele nos abasteceu e ainda lavou todos os pratos. Há um problema: Ele nunca quer ir embora e ainda mentiu pra namorada na cara mais lavada (eu soube no dia seguinte que ela descobriu a mentira, enfim, menos 5 pontos pra ele[de onde eu tirei esse 5 pontos, alguém pode me lembrar?]). Quero que nesta quarta seja só a tríplice: eu, truque (com o medo, o drama e uma pitadinha brutalidade); tripa (com língua afiada e seu sentimentozinho adestrado) e a trinca (com sua língua cruel e sua doce dissimulação).

A "bola", quer dizer, o "Truque".

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