quarta-feira, 21 de abril de 2010

el regresso

então, voltei. não demorou muito. voltei porque esqueci de dizer algo de que eu havia me lembrado de não esquecer. mas não adiantou. ontem ganhei um "negócio" de mim mesmo. foi quase um roubo, mas por um triz não poderia usar o "quase". é uma "coisa"... como eu poderia denominar? um anel "penal"? um dia eu mostro pra alguém. é tão estranho, pelo menos aparentemente. assim que eu utilizar o tal objeto do desejo respondo se foi mesmo eficiente. tomara que seja. foi caro. é duro. parece ser pouco confortável. acho que vou alí experimentá-lo logo e pulverizar essas dúvidas. depois eu volto pra dizer se é ou não prazeroso. espero não ser um apetrecho dos masoquistas.

"t-r-i-p-a"

meus relatos doravante

ontem não foi quarta... até meia noite. pois é, não foi até eu ficar bêbado. eu fico bêbado, independente da quarta (feira ou garrafa). mas não era isso que eu queria dizer, na verdade, eu não queria nem quero dizer nada, só tô aqui porque entrei no orkut, msn e em minha casa e não encontrei ninguém. uma solidão agora, uma vontade de recomeçar o que não terminei ontem, mas ainda tô embriagado, portanto é apropriado que eu deixe isso pra mais alí adiante. eu posso voltar e continuar digitando merda se não conseguir encontrar algo com o que me diverti? posso? então eu voltarei. tô ébrio.

"da tripa"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

quartas

estamos agora convertendo quase todos os dias da semana em quartas-feiras. segunda já não é mais segunda, terça já perdeu a identidade, quinta não chega mais, sexta é quarta. nos restou, por enquanto, os sábados e domingos. eternas serão nossas quartas-feiras, mesmo que não nos encontremos mais com a frequência que nos encontramos atualmente. lá atrás, agora e daqui por diante elas sempre surgirão em nossas lembranças. espero que sejam tão agradáveis pra vocês como é e serão pra mim.
ôôô, que sentimentalismo pornográfico, que textinho vestido de denotação de despedida. deve ser o fato de eu estar ouvindo "the kings of convenience". eu sou um traidor de mim mesmo. superarei.

"sir tripa"

terça-feira, 30 de março de 2010

Parte 2

Sobre a ida...
Não há explicação,
Há necessidades.
O tempo vivido, fica...
os cheiros, os gostos, as palavras, os sentimentos.
E as pessoas, que se fazem presentes e necessárias a cada instante,
e para sempre!
Não tenham duvidas!
A tríplice não morrerá!

Eis que entro no blog para postar minhas humildes colocações, e tomo um susto!

Quantas colocações, quantos posts, quanta informação!

Me perdi um pouco no fim da ultima semana mas estou de volta, para colocar os “pingos nos i’s” e organizar essa tríplice!

Parte 1: O encontro

E mais uma vez ele estava lá, o pobre mal sabia que estava sendo usado! Na verdade acho que sabia... e não deu conta, mas não queria ir embora! Fez hora, perguntas, ironias, brincadeiras, riu, e mesmo assim não se deu por satisfeito. Queria ele permanecer ali aquela noite, mas “o truque”, como todo truque, tratou de despejá-lo.

É sempre bom estar ali... e venho pensando que a semana poderia ser composta por mais quartas-feiras.

Obs:. Quase não acreditei quando li e senti as farpas circulando por entre esses posts! Será que dá pra não discutir a relação pelo menos aqui! Rrrum! ¬¬

Ô gente que precisa de explicação!

poucas palavras "a trinca".

segunda-feira, 29 de março de 2010

Diga não, ao abandono de trinca!

Trinca, a criadora de tal espaço, de tal feriado semanal da santa trindade, resolveu nos abandonar mais cedo do que imaginávamos. Seria pedir demais pra ela ficar e saborear conosco o evento mais importante desta nossa união? Não vê, trinca dissimulada, que é prematuro a sua partida? A quem atribuiremos este dia da semana, tão especial, sem você?

Fica, ou a tríplice vira dois e dois sem três é quase nada.



"O Truque"

Eu tenho medo!

Bom, cá estou, para me defender mais uma vez (é incrível a capacidade que eu tenho em não me fazer compreender pelas pessoas e ter que sempre estar traduzindo tudo que faço. As pessoas definitivamente não me compreendem, perderam a aula fundamental de interpretação de texto, pq? pq?). Porque eu sempre me sinto na obrigação de estar sempre na defensiva? Devo ser de outro mundo, só pode. Na verdade, sou muito medrosa. Eu sou como a música de Belchior que diz assim:

Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do meu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião

Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo de Belo Horizonte
Eu tenho medo de Minas Gerais
Eu tenho medo de Natal, Vitória
Eu tenho medo Goiânia, Goiás

Eu tenho medo Salvador, Bahia
Eu tenho medo Belém do Pará
Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A

Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo

Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí


Continuando...Eu realmente acho que tudo está contra mim (não me pergunte, não saberei responder), mas desta vez eu tive razão, querida tripa. Uma vez eu te disse que pra vc entender o que se passa nas pessoas, é tentar se colocar no lugar delas. Aquilo que vc chama de 'apreensão', teve uma razão pra ser (não tão ultra-mega-power dramática como fiz, mas houve uma razão). Devo me consultar com os astros e tentar diminuir a potência? Devo, porém, tenho medo.
Durante todo o tempo, naquela quarta-feira de união de quatro corpos e quatro cérebros pensantes, digo que o meu passou boa parte observando as metralhadoras línguas afiadas, outras até destruidoras por parte de 2/3 da tríplice em cima do quarto elemento, que era obviamente um pouco mais lento que os demais para captar o que se passava, ou só eu percebia. O derramamento de dissimulação, neste dia, foi obsceno. Talvez isso, tivesse me impulsionado a tomar uma atitude ultra-mega-power dramática.
Queridíssimos amiguinhos da tríplice, tenho medo de vocês, confesso (apesar de já tê-lo feito com a musiquinha). Perto de vocês, às vezes me sinto uma bola de futebol, correndo feito louca dos pés dos sórdidos jogadores, loucos para dar-me uma chutadinha pro gol. Só que, entrou na parada o quarto elemento, fornecedor de "alegria" e com ele, a maior parte da cena. Devo confessar outra coisa, não sou boa de jogo como vocês, sou boa de correr, de me safar, de fugir (é isso que a coitada da bola tenta fazer os 90 minutos de tempo). A boba da côrte, a abestalhada diante do rei e rainha.
Chegou a hora mais feliz, a hora da comida. Trinca sempre na cozinha (tenho uma cisma que ela prefere não comer minha comida, não sei pq. O que faz muito bem!). Comemos ainda melhor que a semana passada.
Bom, o quarto elemento, ora pousa em trinca, ora pousa no truque, mas pelo menos ele nos abasteceu e ainda lavou todos os pratos. Há um problema: Ele nunca quer ir embora e ainda mentiu pra namorada na cara mais lavada (eu soube no dia seguinte que ela descobriu a mentira, enfim, menos 5 pontos pra ele[de onde eu tirei esse 5 pontos, alguém pode me lembrar?]). Quero que nesta quarta seja só a tríplice: eu, truque (com o medo, o drama e uma pitadinha brutalidade); tripa (com língua afiada e seu sentimentozinho adestrado) e a trinca (com sua língua cruel e sua doce dissimulação).

A "bola", quer dizer, o "Truque".

eu não sou cachorro, não.

eu conheci, superficialmente, há algum tempo, a trinca. mas só agora tive a oportunidade de descobri-la, desvendá-la e desnudá-la tal qual ela é [tá bom, tirando o exagero, o resto é mentira], e ela resolve nos abondonar antes do acontecimento do ano de nossas longas vidas. não haverá perdão, a menos que o presente chegue dos confins deste vasto mundo onde ela resolveu se afugentar.

"a [humilde] tripa"

quando três se tornam dois.

não sabíamos, acredito eu, que haveria uma novidade prestes a saltar de um dos quatro para o quarto: perderemos para o mundo um de nossos membros. não é o sexual, estes continuam firmes e funcionando, mas fará tanta falta como ele. essa impiedosa criatura nos aleijará, mas, como já foi dito pelos sábios, e eu não vou mencioná-los porque não sei quem são, apenas repasso o que ouço do povo, tudo se supera.

o quarto teria tanto a dizer se lhe fosse dado o dom da fala. qantos fatos se perderam sem que qualquer de nós pudesse lembrar. talvez, ele, sóbrio, pudesse nos dizer tudo o que nos fosse impossível lembrar: as expressões de surpresa, decepção e alegria que cobriam nossas faces enquanto tudo o que era possível perceber não passava de visões distorciadas que dali a pouco se perderiam nos confins mais remotos de nossos cérebros [viajei, admito].

penso que é melhor que o quarto seja desprovido do dom da fala e que nós não tenhamos condições de lembrar de todas as coisas que aconteceram alí, assim o relato torna-se mais sucinto e menos revelador.

é certo pensar que muitas das coisas que alegamos terem sido esquecidas, na verdade, não foram, mas é importante também saber que fingir esquecimento é o melhor para nós quando se trata de determinadas lembranças. então, fica assim, a gente finge que não lembra. vou me lembrar de esquecer tudo isso.

na última quarta-feira, que não foi ainda a última, houve momentos de apreensão por parte do “truque”. o truque, como já podemos notar nessas fatídicas quartas-feiras, não se dá o direito de desfrutar dos benefícios que o "produto do dia" lhe proporciona, como acontece com os demais. uma pena. lamentável. é um desperdício de alegria, de euforia, de energia. há malícia, segundo ela, em cada uma das sílabas ditas quando estamos nadando em êxtase. enquanto torramos energia numa confusão de pensamentos e palavras desconexas, ela usa toda a concentração para avaliar tais palavras. preciso lembrá-la, e arrisco dizer que este seja o momento e o lugar apropriado, que é desnecessário buscar algum sentido nas palavras ditas, uma vez que elas não vêm acompanhadas de sentido algum. saem aleatoriamente, sem o propósito de julgar, ofender ou diminuir ninguém. são palavras inofencivas. relaxa... e se gozar em público te fizer bem, siga o conselho de marta.

vale lembrar que quando estamos juntos e eufóricos três e três são sete. salve a mulatada brasileira! eu tinha que dizer isso ao fim do texto, não me perguntem por quê.


"a [injustiçada] tripa"

sábado, 20 de março de 2010

O favor de D'antena

Bom, primeiro lugar, "truque" soa coisa de malandro... Enfim, não sou.
(seria muito de bom tom que não respondessem a essa observação)

Cheguei em casa juntamente com 'tripa' para mais uma sessão "sorria", quando o elemento causador de tanto ofuror por parte da tríplice apareceu, trocamos "favores" para permitir sua entrada e pronto, entramos os três em casa. A 'trinca' chegou logo depois, então todos bebemos e sorrimos e fizemos a coisa "andar" com o favor de D'antena.
Estou, sordidamente, sendo mal interpretada por esses dois da tríplice, uma vez que na minha infinita inocência, nem percebi que havia olhares e muito menos q eu era sexualmente ativa. Isso deve ser bom, se fosse verdade. Devo dizer que meus instintos estão muito bem guardados, embora escape algo de vez em quando, obrigada. Enfim, não entendi muito bem o motivo pelo qual a 'trinca' resolveu suspender a bebida, foi um tanto chocante para minha pessoa que, naquele momento, conversava avidamente com o novo elemento daquele recinto, enquanto a 'tripa' e a 'trinca' pulavam e rebolavam ao som mágico com setas mirabolantes, e eu, ansiava por um golinho daquela bebidinha gelada, a qual nos foi negada (sabendo eu q existia mais, ali por dentro). Aquilo foi uma afronta, na verdade não foi, eu que, com meus achismos, pensei q fosse. Fui eu mesma buscar e voltei feliz da vida, com olhos desafiadores para 'trinca' e 'tripa' que me olhavam implorando não-sei-o-que. Entendi nada. Continuei conversando com aquele quarto ser, lentamente.
Gosto desses dias de reunião, é sempre muito produtivo e "eu fico louco, eu fico fora de si. Eu fica assim, eu fica fora de mim.." a maior parte do tempo. Já sei namorar, mas naquele momento eu não queria, e a dupla da tríplice deveria ter percebido a minha inocência sedutora.

Com a partida de D'antena, me juntei à dança tripla que estava descompassada sem mim, na verdade eu achei q estivesse. A 'tripa' sempre dá show quando começa dançar. Muito ágil. Trinca, resolveu nos abandonar e encarar a cozinha. Gosta tanto da dança, mas foi com toda a garra preparar algo pra gente. Comemos, morgamos e não mais dançamos. Foram embora e fiquei só novamente.
Observação¹ --> Não acho trinca sem coordenação, pelo contrário, acho muito "Cirque du Soleil", só ela faz aquele malabarismo com as pernas e, talvez isso seja o maior desafio, não apenas ser ágil ou coordenada.
Observação² --> Sexo desenfreado, deveria ser o nome de D'antena. Ele só pensa naquilo comigo, semigo, contigo, coutro...
Observação ³--> Ele é muito esperto. Aliás, esperto é pouco. Ali nunca quer sair perdendo.
Última observação--> Acho que é isso que mexe, talvez, comigo. A pirraça me alegra.
O poder de deixá-lo com um não (quase dizendo sim) me deixa muuito satisfeita às vezes e aí vocês ficaram "eu fica assim, eu fica fora de mim..." também, e vendo coisas que não existem.

fui contraditória, né? Tsc...
: (


"o truque"


o quarto elemento

no quarto agora havia quatro, dos quais apenas três costumam se reunir alí. o quarto, ao se unir aos três, no quarto, parecia perdido, mas logo se encontrou ao absorver "alegria" e se recolher com o "truque", que, pela cor dos olhos, não parecia ser capaz de dominar seus instintos. pelo menos foi o que nós, a tripa (têm certeza que será isso mesmo: "tripa"?) e a trinca, achamos. logo nos perdemos.
o quarto já não era mais habitado por quatro, pois o quarto acabara de nos transformar no que éramos: a tríplice. sua partida deixou alguns de nós mais à vontade. músicas psicodélicas passavam por nossas cabeças enquanto nossas pernas tentavam fazer o trabalho de dez, seguindo as setas que vinham de todas as direções e numa velocidade que a trinca não conseguia acompanhar. pobre trinca, tão cansada, esgotada, desiludida com sua precária coordenação.
ao fim do baile frenético e do lamento da coordenação deficiente, partimos, tornando-nos então uma dupla, que ao fim duma breve ladeira tornou-se apenas um - eu - que seguiu por quilômetros remoendo os acontecimentos que agora pareciam fazer sentido.

"a tripa"

quarta-feira, 17 de março de 2010

D'antena...

E quando cheguei, ele já estava lá! A vítima me parecia a vontade. Parado, mexendo em algo que mais tarde nos faria bem. Me sorriu e abraçou.
Por um tempo fiquei por ali, observando sem muito entender e admirando o "truque" com seus passos de bailarina.

Todo ritual seguiu como de costume... ficamos felizes, tivemos idéias abstratas, discutimos musicas, filmes, pessoas e personagens.
Acho que aquele quarto elemento, me deixou desconcertada. Característica de trinca, acredito eu.

Mas como o "truque", sempre sexualmente ativo, estava a cobiçar... fui tentar acompanhar o compasso da dança e fiz o favor de suspender a bebida. Assisti por um tempo, o bailar dos corpos, os olhares que teimavam em se encontrar, os sorrisos disfarçados... até que d'antena se foi.

Ficamos mais um tempo, desenvolvendo algumas idéias e logo fomos também.
Observações:
não tenho coordenação, isso é fato.
faço drama, por se dissimulada.
e quanto d'antenda... entendi tanto dele, quanto de tocar violino.

'a trinca'